O Sindmar sediou a 4ª reunião do Fórum Permanente Sobre o Trabalho Marítimo da Petrobras na segunda-feira, 4 de maio, no Centro do Rio de Janeiro.
O grupo formado por representantes da Conttmaf e da Petrobras se reúne desde 2024 com o objetivo alinhar ideias para estabelecer boas práticas e combater baixas condições laborais considerando o universo dos navios-tanque afretados pela empresa.
As discussões giram em torno das ações que vêm sendo realizadas para elevar as condições de trabalho nos navios estrangeiros registrados em bandeira de conveniência e a aplicação das normas da Convenção do Trabalho Marítimo (MLC 2006/OIT).
Durante a reunião, o coordenador do Sindmar na campanha contra bandeiras de conveniência, Gustavo Menezes, relatou casos recentes de práticas substandard notificadas em cinco embarcações que prestam serviço para o Sistema Petrobras.
“São denúncias sobre falta de rancho, de água e até mesmo de enfermeiro em navios afretados pela Petrobras, além de casos de assédio. A empresa precisa estar atenta e reforçar as inspeções a bordo para cobrar, nestas embarcações, o mesmo padrão exigido nas de bandeira brasileira”, disse Menezes.
Já o presidente da Conttmaf e do Sindmar, Carlos Augusto Müller, destacou a importância de se desburocratizar o acesso da representação sindical a informações importantes para a resolução de problemas decorrentes de abandono de navios.
“Desejamos que a Petrobras avance no sentido de cobrar, dos armadores, práticas laborais compatíveis com o que temos no Brasil já que essas embarcações operam, continuamente, em águas brasileiras, e os nossos marítimos não abrem mão de que todos os navios tenham condições decentes de trabalho embarcado”, declarou o dirigente sindical.
Após apresentar dados sobre inspeções feitas nos últimos seis meses, os quais apresentaram redução das deficiências a bordo depois de uma fiscalização mais ativa, a empresa informou que está aumentando a sua capacidade de vistorias em navios afretados com a contratação de serviço de inspeção MLC.
Temas como a transição justa marítima, a participação feminina a bordo e a formação de oficiais também foram debatidos no encontro.

